Autores
Patrícia Almeida e David-Alexandre Guéniot
Patrícia Almeida (fotógrafa e editora) e David‑Alexandre Guéniot (programador e editor) são fundadores da GHOST Edições. Produzem publicações, exposições e encontros em torno dos livros de artista, privilegiando uma abordagem experimental na criação de narrativas visuais. Têm participado em inúmeras feiras internacionais, como a OffPrint (Paris, Londres) ou a Pa/per View (Bruxelas).
Mouna Abouissa
Nasceu em Moscovo e cresceu no Egipto. É jornalista freelance, documentarista e fotógrafa, especializada no Médio Oriente, e vive actualmente no Cairo. Colabora com publicações de vários países: «Le Monde Diplomatique», «The National» e CNN, entre outras.
Chimamanda Ngozi Adichie
Nasceu na Nigéria, em 1977. É autora de vários contos e romances traduzidos em mais de 30 idiomas. Em Portugal encontram‑se publicados, entre outros, «Americanah», «A Coisa à Volta do Teu Pescoço» e «A Cor do Hibisco». Adichie tem vindo a acumular prémios e menções honrosas, entre os quais se destacam o Commonwealth Writer’s Prize for Best First Book, por «A Cor do Hibisco», o PEN Beyond Margins Award, por «Meio Sol Amarelo», e a inclusão, em 2010, na lista The New Yorker’s «20 under 40» Fiction Issue.
Luís Afonso
Nasceu em 1965, em Aljustrel. Com formação académica em Geografia, é cartoonista desde 1985. Tem rubricas diárias no «Público» (Bartoon), «A Bola» (Barba e Cabelo), «Jornal de Negócios» (SA) e Antena 1/RTP (A Mosca). É autor de oito livros de cartoons. Em 2012 estreou-se na ficção com «O Comboio das Cinco», a que se seguiu, em 2016, «O Quadro da Mulher Sentada a Olhar Para o Ar com Cara de Parva e Outras Histórias».
José Eduardo Agualusa
Nasceu em Angola, em 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura e foi jornalista. Publicou 11 romances e quatro recolhas de contos, além de diversos títulos para crianças. Escreveu ainda quatro peças para teatro, duas delas em co-autoria com o escritor moçambicano Mia Couto. Os seus livros estão traduzidos para 25 idiomas. «O Vendedor de Passados» foi distinguido com o Prémio Independent para a melhor ficção estrangeira. «Teoria Geral do Esquecimento» venceu o Prémio Literário Fernando Namora 2013.
Svetlana Alexievich
Nasceu em Ivano-Frankovsk, na Ucrânia, em 1948, mas cresceu na Bielorrússia. Trabalhou como jornalista, escreve sempre em russo e, com cinco livros de não-ficção, ganhou em 2015 o Prémio Nobel da Literatura. Tem três livros traduzidos e publicados em Portugal: «O Fim do Homem Soviético», «Vozes de Chernobyl – História de Um Desastre Nuclear» e «A Guerra Não Tem Rosto de Mulher».
Djaimilia Pereira de Almeida
Nasceu em 1982, em Luanda. Estudou Estudos Portugueses na Universidade Nova de Lisboa e Teoria da Literatura na Universidade de Lisboa. Em 2013 foi uma das vencedoras do prémio de ensaísmo serrote (Instituto Moreira Salles, Brasil). Publicou em «Afrolis», «Buala», «Common Knowledge», «Forma de Vida», «Ler», «Observador», «Pessoa», «serrote» e «XXI». «Esse Cabelo» (2015) é o seu primeiro livro.
Clara Ferreira Alves
Nasceu em 1956, e é escritora e jornalista. Foi directora da Casa Fernando Pessoa e da revista «Tabacaria». É autora de programas culturais e de documentários para televisão, além do programa de comentário político «Eixo do Mal». Publicou vários livros, entre ficção, crónica e ensaio. O seu livro mais recente é o romance «Pai Nosso».
Ana Luísa Amaral
Nasceu em Lisboa, em 1956. É autora de quase três dezenas de livros, entre poesia, teatro, ficção e infantis, sendo os mais recentes o romance «Ara» e o livro de poemas «E Todavia». Traduziu Emily Dickinson e William Shakespeare. Os seus livros estão traduzidos e publicados em vários países. Recebeu, entre outros, o Prémio Literário Correntes d´Escritas, o Premio di Poesia Giuseppe Acerbi, o Grande Prémio de Poesia APE e o Prémio PEN de Narrativa. É professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Bruno Vieira Amaral
Nasceu em 1978. Em 2002, foi seleccionado para a Mostra Nacional de Jovens Criadores, na área de poesia. Colaborou no «DN Jovem», na revista «Atlântico», no jornal «i» e na LER. É autor do «Guia para 50 Personagens da Ficção Portuguesa» e do blogue Circo da Lama. Com «As Primeiras Coisas», o seu romance de estreia, venceu os prémios PEN Narrativa 2013 e Fernando Namora 2013, além do prémio de Livro do Ano da Time Out. Em 2015, publicou «Aleluia!».
Carlos Drummond de Andrade
Nasceu em Itabira do Mato Dentro, Minas Gerais, em 1902. Poeta e cronista, foi figura destacada da segunda vaga do modernismo brasileiro. Formado em Farmácia, mas sem seguir a profissão, dedicou-se ao jornalismo, foi funcionário público de craveira e interventor político. Em 1930, «Alguma poesia», o seu primeiro livro, dá início à publicação de uma vasta e importante obra literária, várias vezes premiada no Brasil. Morreu no Rio de Janeiro, em 1987.
Alexandre Andrade
Nasceu em 1971, em Lisboa. É professor na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Publicou os romances «Benoni» e «Aqui Vem o Sol», e as recolhas de contos «As Não‑Metamorfoses» e «Cinco Contos sobre Fracasso e Sucesso». Mais recentemente, publicou «Quartos Alugados». Participou na edição de 2007 da iniciativa «PANOS — palcos novos palavras novas», com a peça «Copo Meio Vazio» (Culturgest). Mantém o blogue «umblogsobrekleist».
Golgona Anghel
Nasceu em Alexandria, na Roménia, em 1979. É investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Publicou três livros de poesia: «Vim Porque Me Pagavam» (2011), «Como Uma Flor de Plástico na Montra de Um Talho» (2013), «Nadar na Piscina dos Pequenos» (2017).
Rui Ângelo Araújo
Nasceu em 1968. Fundou e dirigiu a revista Periférica (2002‑2006). Publicou «Os Idiotas», novela picaresca ou algo assim. Mantém o blogue «Os Canhões de Navarone», onde se senta a observar a vida selvagem.
Abel Barros Baptista
Nasceu em 1955. É professor da FCSH-UNL, especialista em literatura portuguesa e brasileira, nomeadamente em Camilo Castelo Branco e Machado de Assis. Colaborou ou colabora, como crítico e cronista, em vários jornais e revistas («LER», «Expresso», «Público», «Folha de S. Paulo»). Foi director-adjunto da «Colóquio/Letras». Vários dos seus livros receberam prémios: «O Professor e o Cemitério» – Prémio Revelação de Ensaio APE; «Em Nome do Apelo do Nome» – Prémio Pen de Ensaio; «Autobibliografias» – Grande Prémio de Ensaio Literário APE. Escreveu com Luísa Costa Gomes «O Defunto Elegante», romance cómico em forma epistolar.
Julian Barnes
Nasceu em Inglaterra, em 1946. Publicou doze romances e vários livros de contos. Escritor multipremiado, ganhou em 2011 o Prémio Booker com «O Sentido do Fim». Além deste, estão publicados em Portugal: «O Papagaio de Flaubert», «A História do Mundo em 10 Capítulos e 1/2», «Amor & Ca.», «Do Outro Lado do Canal», «Inglaterra, Inglaterra», «A Mesa Limão», «Nada a Temer» e «Os Níveis da Vida».
Saul Bellow
Nasceu em 1915, na província canadiana do Quebec. Dois anos antes, o seu pai emigrara da Rússia com a mulher e os três filhos, indo juntar­‑se a família já estabelecida no Canadá. Mais tarde, mudaram­‑se para Chicago. Entre as suas obras encontram­‑se «As Aventuras de Augie March», «Herzog», «Ravelstein», «O Legado de Humboldt» ou «Jerusalém, Ida e Volta». Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1976. Morreu em 2005.
Ruy Belo
Ruy Belo (1933-1978) é um dos mais importantes poetas portugueses da segunda metade do século XX. Publicou o primeiro livro, «Aquele Grande Rio Eufrates», em 1961. Estudou Direito e doutorou-se em Direito Canónico, em Roma, vindo posteriormente a licenciar-se em Filologia Românica. Viveu em Madrid, como leitor de Português, entre 1971 e 1977. Desenvolveu ainda uma importante actividade ensaística, destacando-se neste aspecto a colectânea de ensaios «Na Senda da Poesia», publicada em 1969. Tem a obra poética reunida no volume «Todos os Poemas».
Joana Bértholo
Nasceu em Lisboa, em 1982. É licenciada em Design pela Faculdade de Belas‑Artes, e doutorou‑se em Estudos Culturais na Alemanha. Publicou os romances «O Lago Avesso» e «Diálogos para o Fim do Mundo», bem como a colectânea de contos «Havia». Escreve também para teatro e dança. Chama às aulas que dá na Universidade Lusófona «Teoria Geral da Ficção».
Daniel Blaufuks
Nasceu em Lisboa, em 1963. Expôs em vários museus e galerias em Portugal e no estrangeiro. Recebeu o Prémio BES Photo em 2007. Publicou, mais recentemente, os livros «This Business of Living», «Toda a Memória do Mundo, Parte Um», «Rio (Hoje é sempre ontem)» e «Fábrica».
William Boyd
Nasceu no Gana, em 1952. Estudou em Nice, Glasgow e Oxford. Escreveu 11 romances, vários dos quais distinguidos com prémios literários: Whitbread Award e Somerset Maugham Prize para «No Coração de África»; James Tait Black Memorial Prize para «A Praia de Brazzaville»; Costa Book Award para «Inquietude». Além destes títulos, estão publicados em Portugal «As Novas Confissões», «A Tarde Azul», «O Destino de Nathalie X», «Armadillo», «Tempestade» e «A Solo». Em 2005, recebeu a recebeu a Ordem de Comandante do Império Britânico.
Augusto Brázio
Nasceu em 1964. Estudou na Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa. Iniciou o percurso como fotógrafo na década de 1990, trabalhando na imprensa. Colabora regularmente com publicações internacionais. Em 2004, passou a integrar o colectivo de fotógrafos Kameraphoto. Em 2008, recebeu o Prémio de Fotojornalismo Visão/BES. Nos últimos anos, tem trabalhado sobre questões de imigração, pertença e ocupação do território. As suas fotografias estão representadas em várias colecções públicas e privadas.
Jordi Burch
Nasceu em Barcelona, em 1979, cresceu em Lisboa e vive em São Paulo. Estudou no Ar.Co e pertenceu ao colectivo Kameraphoto. Publicou em vários jornais e revistas. Expôs no Museu Nacional de Arte Antiga, na Plataforma Revólver, no Museu AfroBrasil, nos Encontros da Imagem, na Fundação EDP, no PhotoEspaña, no Centro Cultural de Luanda, entre outros. Em 2015, publica o seu primeiro livro: «Havia Sol e Éramos Novos».
António Cabrita
Nasceu em Almada, em 1959. Fez parte das redacções do «Jornal de Letras» e «Expresso» e da revista «Elle». Em 1997 inflectiu a sua actividade e tornou‑se editor, tendo produzido mais de 50 livros. Em 2004 emigrou para Moçambique, onde é professor e escreve guiões. Tem 20 livros publicados — de entre os quais se destacam «Bagagem Não Reclamada» (poesia) e «A Maldição de Ondina», romance finalista do Prémio Telecom de 2012, no Brasil, e que chegou à  "short list"  do Prémio Casino da Póvoa, em 2013.
Rachel Caiano
É artista plástica e ilustradora. Foi finalista do Prémio Jovens Criadores 2007 e do Prémio SPA 2013. Alguns dos seus livros constam de exposições, como a «The White Ravens», uma selecção internacional dos melhores livros organizada pela International Youth Library. O seu «Pequeno Livro das Coisas» foi distinguido com o Prémio Bissaya Barreto de Literatura para a Infância 2014.
Matilde Campilho
Nasceu em Lisboa, em 1982. Estudou Literatura e História da Arte. Nos últimos anos publicou poemas em jornais portugueses e brasileiros. Traduziu «Drawings», de Sylvia Plath, para português do Brasil. «Jóquei», o seu primeiro livro, foi publicado em 2014 em Portugal e em 2015 no Brasil.
Dulce Maria Cardoso
Nasceu em Trás­‑os­‑Montes, em 1964. É autora de quatro romances e dois livros de contos, tendo­‑se estreado como romancista em 2001, com «Campo de Sangue». Foi galardoada com vários prémios e distinções, entre os quais o Prémio da União Europeia para a Literatura, atribuído a «Os Meus Sentimentos». O romance mais recente, «O Retorno», foi considerado pela imprensa Livro do Ano 2011. A sua obra encontra­‑se traduzida em várias línguas e é estudada em diversas universidades.
Miguel Esteves Cardoso
Nasceu em Lisboa, em 1955. É filho de mãe muito inglesa e de pai muito português. Começou a falar e a escrever em inglês mas gosta mais de escrever em português, que para ele é mais difícil. Gosta mais de ler inglês do que português, por uma questão mais de quantidade do que de qualidade. Gosta de escrever todos os dias no jornal «Público». Para si próprio escreve menos vezes mas mais. É ambicioso.
André Carrilho
Nasceu em Lisboa, em 1974. É ilustrador, cartoonista, caricaturista e designer. Multipremiado nacional e internacionalmente, ganhou em 2002 o prestigiado Gold Award, atribuído pela Society for News Design (EUA). O seu trabalho aparece em publicações como «New York Times», «New Yorker», «Vanity Fair», «Harper´s Magazine» e «Diário de Notícias». Já expôs em vários países: Portugal, EUA, França, Espanha, China e Brasil.
Ana Margarida de Carvalho
Nasceu em Lisboa, e licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa. Assinou várias reportagens premiadas, crónicas, ensaios e crítica cinematográfica e literária. É autora de guiões de cinema, de uma peça de teatro e de um livro infantil. «Que Importa a Fúria do Mar», o seu romance de estreia, venceu o Grande Prémio de Romance e Novela APE. Mais recentemente, publicou «Não Se Pode Morar nos Olhos de Um Gato» (2016), vencedor do Prémio Manuel Boaventura.
Ruy Duarte de Carvalho
Nasceu em Santarém, em 1941, mas cresceu no Namibe. Foi poeta, antropólogo, escritor e cineasta. Participou na luta pela libertação de Angola, e tornou‑se cidadão deste país a partir do momento em que passou a haver cidadania angolana. Para além de regente agrícola e de criador de ovelhas, estudou cinema em Londres e doutorou‑se na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris, em Antropologia Social e Etnologia. Publicou «Lavra» (poesia reunida) e ainda, entre outros, «Vou Lá Visitar Pastores», «As Paisagens Propícias», «Desmedida» e «A Terceira Metade». Morreu em Swakopmund, em 2010.
Mário de Carvalho
Nasceu em Lisboa, em 1944. Escritor e advogado, participou nos movimentos estudantis e na resistência organizada à ditadura. Esteve preso, sendo sujeito a privação do sono e condenado a dois anos de cadeia. Esteve exilado na Suécia, regressando a Portugal após a Revolução de 25 de Abril. Tem uma obra literária longa (romance e novela, conto, teatro), traduzida em várias línguas e reconhecida com muitos prémios literários. O seu romance mais premiado é «Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde», de 1994; a obra mais recente, «Ronda das Mil Belas em Frol».
Juan Cavia
Nasceu em 1984, em Buenos Aires. Estudou pintura, desenho e cinema. É desenhador de BD e director de arte em cinema, publicidade e teatro. O filme «El Secreto de Sus Ojos», no qual colaborou, foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Colaborou com Filipe Melo na premiada trilogia de BD «Dog Mendonça e Pizzaboy» (2010-2013), e na novela gráfica «Os Vampiros» (2016).
Bruce Chatwin
Nasceu em Inglaterra, em 1940. Durante a sua curta carreira literária, escreveu inúmeros artigos para a «Sunday Times Magazine», onde deu os primeiros passos no género que o tornaria célebre — a literatura de viagens —, tal como célebre ficou a sua carta de demissão do jornal, onde escreveu simplesmente: «Fui para a Patagónia.» É autor de 11 livros, traduzidos em dezenas de idiomas. Em Portugal estão publicados, entre outros, «Na Patagónia», «Utz», «O Canto Nómada», «Debaixo do Sol» e «Anatomia da Errância». Em 1982 venceu o James Tait Black Memorial Prize, com «Os Gémeos de Blackhill». Morreu em Nice, em 1989.
Mário Cláudio
Nasceu no Porto. Tem uma vasta obra literária pela qual recebeu, entre outros, os seguintes prémios: Grande Prémio de Romance e Novela APE, Prémio Eça de Queirós, Grande Prémio de Crónica APE, Prémio Vergílio Ferreira, Prémio Fernando Namora e Prémio Pessoa, pelo conjunto da obra (2004). É autor de inúmeros artigos publicados na imprensa nacional e estrangeira.
Cláudia Clemente
Nasceu no Porto, em 1970. Vive e trabalha em Lisboa. Estudou Cinema e Arquitectura. É autora de seis filmes de ficção e de três documentários. Publicou dois volumes de contos — «O Caderno Negro» e «A Fábrica da Noite» —, a peça de teatro «Londres» (Grande Prémio de Teatro SPA/Teatro Aberto, 2012) e o romance «A Casa Azul».
Alexandra Prado Coelho
Nasceu em 1967, em Lisboa. Jornalista do «Público» desde 1990, passou pela secção Internacional, onde se dedicou sobretudo ao Médio Oriente, e pela Cultura, especializando-se em gastronomia a partir de 2011. Em 2006 escreveu, em co-autoria com o fotojornalista Daniel Rocha, um livro sobre os muçulmanos em Portugal e está actualmente a escrever outro sobre a icónica Cervejaria Ramiro, em Lisboa, com o fotógrafo Paulo Barata.
Alexandra Lucas Coelho
Nasceu em 1967, em Lisboa. Estudou teatro e comunicação. Tem carteira de jornalista desde Janeiro de 1987. Trabalhou dez anos na rádio, e entre 1998 e 2012 no «Público». Foram-lhe atribuídos vários prémios de jornalismo. É autora de cinco livros de reportagem-crónica-viagem, sendo o mais recente «Vai, Brasil», e publicou três romances – «E a Noite Roda» (Grande Prémio de Romance e Novela APE), «O Meu Amante de Domingo» e «Deus-dará».
Teju Cole
Nasceu em 1975, nos Estados Unidos da América, e vive em Brooklin. Filho de pais nigerianos, foi criado neste país, tendo regressado aos EUA com 17 anos. É escritor, historiador de arte e fotógrafo. Escreveu a novela «Everyday is for the Thief», e distinguiu‑se com o romance «Cidade Aberta», traduzido em dez idiomas, nomeado para o National Book Critics Circle Award e vencedor do Prémio PEN/Hemingway Foundation para primeiro livro. Colabora regularmente com o «New York Times», a «New Yorker» e a «Granta».
Jorge Colombo
Nasceu em Lisboa, em 1963, e vive nos EUA desde 1989. Tem trabalhado como ilustrador, fotógrafo e designer gráfico. Em 2009, começou a pintar paisagens com o dedo num ecrã de iPhone, e hoje em dia é tudo o que usa para desenho ou para pintura (ou um iPad, em metade dos casos). Tem trabalhado para publicações como «The New York Times», «Vanity Fair», «Village Voice», «Fast Company» ou «The New Yorker».
Alain Corbel
Nasceu em França, em 1965. É ilustrador, já foi vaqueiro e, actualmente, é  professor de Ilustração da MICA (Maryland Institute College of Art, Baltimore, EUA). Contudo, os seus lugares de eleição são o Mediterrâneo e a África Lusófona, o que se reflecte em livros publicados com textos seus, como «A Viagem de Djuku», ou em colaboração com autores como Pedro Rosa Mendes: «Ilhas de Fogo», «Madre Cacau‑Timor», «Lenin Oil».
Hélia Correia
Nasceu em Lisboa, em 1949. Poetisa e dramaturga, revelou­‑se enquanto ficcionista com «O Separar das Águas«. Seguiram­‑se outros romances, como «Lillias Fraser» e «Adoecer». A sua escrita para teatro tem privilegiado os clássicos gregos, destacando­‑se, por exemplo, «Desmesura ­‑ Exercício com Medeia». É também autora de livros infanto­‑juvenis, como «A Chegada de Twainy». «A Terceira Miséria» é o seu mais recente livro de poesia. Distinguida com diversos outros prémios, recebeu em 2013 o Prémio Vergílio Ferreira pelo conjunto da sua obra.
Mia Couto
Nasceu em Moçambique, em 1955. Aos 14 anos publicou uma série de poemas no «Notícias da Beira». Mas foi com o 25 de Abril de 1974 e um convite para trabalhar no «A Tribuna» que decidiu suspender os estudos e ingressar num percurso ligado à escrita. Hoje tem mais de 20 livros publicados e está traduzido em inúmeros idiomas. Entre as suas obras encontram‑se «Terra Sonâmbula», «A Varanda do Frangipani», «Vozes Anoitecidas» e «Jerusalém». A sua obra tem vindo a ser distinguida com diversos prémios, entre os quais o Prémio Vergílio Ferreira, o Prémio Camões e o Prémio Internacional Neustadt de Literatura .
Afonso Cruz
Além de escritor, é também ilustrador, cineasta e músico da banda The Soaked Lamb. Em Julho de 1971, na Figueira da Foz, era completamente recém­‑nascido. Haveria, anos mais tarde, de frequentar lugares como a António Arroio, Belas­‑Artes de Lisboa, Instituto Superior de Artes Plásticas da Madeira e mais de meia centena de países. Recebeu vários prémios e distinções nas diversas áreas em que trabalha, vive no campo e gosta de cerveja.
Alfredo Cunha
Nasceu em Celorico da Beira, em 1953. Iniciou-se no fotojornalismo em 1971, no jornal «Notícias da Amadora». Foi fundador do «Público», fotógrafo oficial do presidente da República Mário Soares, colaborou com os principais órgãos de comunicação social portugueses e trabalha agora como freelancer. Tem vários livros publicados. Destacou-se como autor de algumas das fotografias icónicas do 25 de Abril.
Rachel Cusk
Nasceu no Canadá, em 1967, cresceu em Los Angeles e mudou-se em 1974 para o Reino Unido, onde foi leitora em Oxford. Publicou oito romances e três livros de não-ficção, um dos quais, «Country Life», distinguido com o Somerset Maugham Award. Em 2003, foi incluída na lista dos melhores jovens romancistas britânicos da Granta. Em Portugal, está publicado o livro «Arlington Park».
José Riço Direitinho
Nasceu em Lisboa, em 1965. É licenciado em Agronomia. Publicou dois romances — «Breviário das Más Inclinações» e «O Relógio do Cárcere» — e três livros de contos — «A Casa do Fim», «Histórias com Cidades» e «Um Sorriso Inesperado». Está traduzido em várias línguas. Escreveu em vários jornais e revistas. Actualmente, colabora com o Ípsilon (suplemento do «Público») e com a revista LER.
Mathias Énard
Nasceu em 1972, em França, e vive em Barcelona. Escreveu nove romances, dois dos quais estão publicados em Portugal: «Fala-lhes de Batalhas, de Reis e de Elefantes» e «Zona». Galardoado com vários prémios literários, recebeu em 2015 o Prémio Goncourt, atribuído ao romance «Boussole».
João Fazenda
Nasceu em Lisboa, em 1979. Vive e trabalha entre Lisboa e Londres. É ilustrador desde 1999, colaborando com diversos jornais e revistas nacionais e internacionais, e expõe regularmente em Portugal e no estrangeiro. Ilustra livros para crianças, é autor de banda desenhada, desenha cartazes de cinema e capas de discos. Recebeu em 2007 o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa para a melhor ilustração da imprensa portuguesa e em 2015 o Prémio Nacional de Ilustração.
Ricardo Felner
Português nascido em Maputo, em 1976, tem dois filhos e é jornalista. Trabalhou no jornal «Público» e na revista «Sábado». Publicou dois livros sobre imigração em Portugal, editados pela Fundação Calouste Gulbenkian. A estreia na ficção aconteceu com o romance «Herói no Vermelho». É autor do blogue gastronómico «O homem que comia tudo».
James Fenton
Nasceu em 1949, em Inglaterra. Notabilizou-se como repórter em cenários de guerra. É autor de relatos sobre o Camboja e o Vietname já considerados clássicos do jornalismo moderno e compilados no livro «All the Wrong Places». Iniciou-se como colunista político na «New Statesman», ao lado de figuras como Julian Barnes, Martin Amis e Christopher Hitchens, que lhe dedica um capítulo do seu livro Hitch-22. Além de jornalista e crítico literário é também um poeta premiado.
Luísa Ferreira
Nasceu em 1961. Trocou o curso de Geografia pelo de Fotografia e começou a fotografar profissionalmente em meados dos anos 80. Em 1989, integrou a equipa de fotojornalistas fundadores do «Público». Interrompeu a actividade diária de fotojornalista em 1998, depois de ter passado também pela Associated Press. Expõe individualmente com regularidade desde 1989, desenvolvendo projectos pessoais e trabalhos por encomenda.
Isabela Figueiredo
Nasceu em Moçambique, em 1963, de onde saiu, em 1975, após a independência da ex-colónia portuguesa. Começou a escrever no suplemento «DN Jovem», do «Diário de Notícias», em 1981. Publicou «Conto É Como Quem Diz» (1988), «Caderno de Memórias Coloniais» (2009; ed. revista 2015) e «A Gorda» (2016). Foi jornalista. É professora de Português.
Giles Foden
Nasceu em 1967, em Warwickshire, Inglaterra, e cresceu no Malawi. Escreveu quatro romances. O mais célebre é «O Último Rei da Escócia», vencedor de vários prémios literários (Whitbread First Novel Award, Somerset Maugham Award, entre outros) e do qual se extraiu o conto «O banquete do Idi».
Aminatta Forna
Nasceu na Escócia, em 1964, mas cresceu entre a Serra Leoa e o Reino Unido. Professora de escrita criativa na Universidade de Bath Spa, é autora de vários romances, nomeadamente «Jardim de Mulheres», o único publicado em Portugal. De entre os vários prémios literários com que já foi reconhecida, destacam‑se o Commonwealth Writers Prize para «The Memory of Love», e o Windham‑Campbell Literature Prize para ficção, atribuído pela Universidade de Yale. É colaboradora regular do «Observer», do «Independent» e do «Sunday Times». Vive entre Inglaterra e a Serra Leoa.
Jonathan Franzen
Nasceu no Illinois, EUA, em 1959. Em 1996, foi considerado pela Granta um dos melhores novos escritores americanos. É autor de cinco romances, dois volumes de ensaios e um de memórias. Em Portugal, estão disponíveis «Correcções» - vencedor do National Book Award, do Salon Book Award, do James Tait Black Memorial Prize, e finalista do Pulitzer, do PEN/Faulkner Award e do National Book Critics Circle Award for Fiction —, «Liberdade», «A Zona de Desconforto» e «Purity».
João Gambino
Trabalha desde 2005 em cinema, teatro, publicidade e produções institucionais. Foi o director de fotografia das curtas‑metragens «Valsinha» (2013), de Miguel Carranca, «Candy Riot» (2011), de David Tutti dos Reis, e de vários vídeoclips. Em teatro, trabalhou como desenhador de luz e operador de câmara nos espectáculos «Enquanto Vivermos» (2012), de Pedro Gil, e «Os Dias São Connosco» (2012), de Raquel Castro.
José Gardeazabal
Nasceu e vive em Lisboa. Trabalhou, estudou e viveu — não necessariamente por esta ordem — em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles. Escreve há oito anos. «Várias versões de uma catástrofe» é o seu primeiro texto publicado. Em 2015 venceu a primeira edição do Prémio INCM / Vasco Graça Moura, com o livro de poesia «História do Século XX».
Martha Gellhorn
Nasceu em St. Louis, Missouri, em 1908. É considerada uma das mais importantes correspondentes de guerra do século XX: cobriu a guerra civil espanhola, a ascensão de Hitler ao poder e foi um dos primeiros jornalistas a entrar no campo de concentração de Dachau, após a libertação. Esteve também na Guerra do Vietname e na cobertura da Guerra dos Seis Dias, bem como em diversos conflitos na América Latina. Foi casada com Ernest Hemingway. Morreu em Londres, em 1998.
Jen George
Nasceu na Califórnia e vive em Nova Iorque. Colabora como ficcionista em várias revistas – «Harper´s», «BOMB», «Paris Review» – e também já trabalhou como actriz e realizadora. Em 2016, lançou o seu primeiro livro, «The Babysitter at Rest». Não está publicada em Portugal.
Janine Di Giovanni
Nasceu em Caldwell (EUA), e trabalha há 25 anos como jornalista de guerra. Editora para o Médio Oriente da «Newsweek», tem colaborado com vários jornais e revistas, é consultora do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados e recebeu dois prémios da Amnistia Internacional. Em Portugal está publicado «Testemunha da Loucura: A Tragédia dos Balcãs como Nunca Ninguém a Descreveu». O seu livro mais recente é «The Morning They Came For Us», sobre a Síria.
Paulo Varela Gomes
Paulo Varela Gomes (1952-2016) foi professor dos ensinos secundário e superior até se reformar em 2012, autor de artigos e livros da sua área de especialidade (História da Arquitectura e da Arte), colaborador e cronista permanente de vários jornais e revistas, designadamente do «Público», autor e apresentador de documentários de televisão. Escreveu o livro de crónicas «Ouro e Cinza» e os romances «O Verão de 2012», «Hotel» (Prémio PEN Narrativa 2015), «Era Uma Vez em Goa» e «Passos Perdidos».
Luísa Costa Gomes
Nasceu em 1954. Publicou romances, colecções de contos, peças e crónicas. Escreve guiões. Traduziu filmes. Entre 2000 e 2010, editou a revista de contos «Ficções». Vários dos seus livros receberam prémios: «Pequeno Mundo» – Prémio D. Dinis; «Olhos Verdes» – Prémio Máxima de Literatura; «Contos Outra Vez» – Grande Prémio do Conto Camilo Castelo Branco; «Ilusão (Ou o Que Quiserem)» – Prémio PEN Clube de Novelística / Prémio Fernando Namora; «Cláudio e Constantino» – Grande Prémio de Literatura DST.
Nadine Gordimer
Nasceu na África do Sul, em 1923. Contemplando romances, contos, obras de não‑ficção e uma peça de teatro, a extensíssima obra de Gordimer foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura em 1991. Com «The Conservationist», Gordimer vencera já o Man Booker Prize. A sua obra está traduzida em diversas línguas, e em português encontram‑se, por exemplo, «Um Mundo de Estranhos», «A Arma da Casa» e «Vem Comigo». Morreu em 2014.
Alex Gozblau
É autor de trabalhos regulares de ilustração para a imprensa desde 1997. Tem também trabalho em pintura, banda desenhada, cinema de animação, publicidade, cartazes, capas de livros e discos, design gráfico, argumento, bandas sonoras, teatro e rádio. Em 2009, recebeu o Grande Prémio Stuart de Desenho de Imprensa.
Simon Gray
Nasceu em Inglaterra, em 1936. Distinguiu­‑se sobretudo como dramaturgo e argumentista, tendo escrito cerca de 40 peças de teatro, guiões televisivos e argumentos para cinema. Publicou cinco romances e oito volumes de memórias e diários. Em 2004, recebeu a Ordem de Comandante do Império Britânico, pelo seu contributo para o teatro e a literatura. Morreu em 2008.
António Gregório
Nasceu em Leiria, em 1970. Publicou a colectânea de poemas «American Scientist» e a novela «O Condómino».
Alan Hollinghurst
Nasceu em 1954, em Inglaterra. Escreveu cinco romances, três dos quais estão traduzidos e publicados em Portugal: «A Linha da Beleza» (Prémio Man Booker), «A Biblioteca da Piscina» (Prémio Somerset Maugham) e «O Filho do Desconhecido».
Siri Hustvedt
Nasceu no Minnesota, em 1955. É autora de vários livros, traduzidos em dezenas de línguas. Em Portugal estão disponíveis, entre outros, «De Olhos Vendados», «Elegia Para Um Americano» e «Verão Sem Homens». Acaba de publicar um novo romance, «The Blazing World». Vive em Nova Iorque.
Kazuo Ishiguro
Nasceu em 1954, no Japão. Vive desde os cinco anos em Inglaterra e tornou-se cidadão britânico em 1982. Escreve em inglês e foi nomeado por quatro vezes para o Man Booker, prémio que obteve em 1989 com o romance «Os Despojos do Dia». Foi eleito pela Granta um dos Melhores Jovens Romancistas Britânicos em 1983 e, de novo, em 1993.
Pico Iyer
Nasceu em 1957, em Inglaterra, tem ascendência indiana e vive no Japão. É ensaísta e ficcionista, autor de treze livros, entre romances, narrativas de viagens e ensaios. A sua obra não está publicada em Portugal.
Howard Jacobson
Nasceu em Manchester, em 1942. É jornalista e escritor, tendo‑se notabilizado pela sua veia humorística. Publicou 13 romances e cinco livros de não‑ficção. O único romance disponível em português é «A Questão Finkler», que venceu o Man Booker Prize em 2010.
Sousa Jamba
Nasceu em 1966, em Angola. Fugindo à guerra civil, refugiou-se na Zâmbia (1976-1984). Aqui estudou em inglês, a mesma língua em que iniciaria a sua produção literária. Antes de rumar ao Reino Unido em 1986, com uma bolsa para estudar jornalismo, trabalhou em Angola como repórter da Unita. Em 1992 publicou «Patriotas», aclamado romance autobiográfico. Publicou ainda «On the Banks of Zambezi» e «Confissão Tropical». É colaborador da «New Statesman» e do «Spectator».
Délio Jasse
Nasceu em Luanda, em 1980. Aos 18 anos mudou‑se para Lisboa, onde começou a colaborar com vários ateliês de serigrafia. Aqui teve o primeiro contacto com as diferentes técnicas de impressão, de entre as quais se destacou a fotografia. Recebeu em 2009 o Prémio ANTECIPARTE. A partir daí a sua obra foi alvo de crescente reconhecimento internacional, e participou em residências criativas, apresentando o seu trabalho em várias exposições colectivas e individuais em Portugal, Angola, Brasil, Alemanha e França. Em 2014, foi finalista do prémio BES Photo.
Ha Jin
Nasceu em Liaoning, na China, em 1956, e foi viver para os Estados Unidos em 1984. Escreve em inglês. Recebeu duas vezes o PEN/Faulkner Award (com «Destroços de Guerra» e «À Espera»; este último foi ainda vencedor do National Book Award). Em Portugal estão também publicados «O Noivo» e «Os Alienados». Além de escritor, é professor de Inglês na Universidade de Boston.
Lídia Jorge
Publicou o livro de estreia, «O Dia dos Prodígios», em 1980. Desde então, tem escrito romances, contos, teatro e ensaio. Os seus livros estão traduzidos em mais de 20 idiomas e já foram distinguidos com os principais prémios nacionais e com várias distinções internacionais, como o Albatros Prize. Mais recentemente, publicou o romance «Os Memoráveis». «A Costa dos Murmúrios» (1988) foi adaptado ao cinema por Margarida Cardoso.
Nuno Júdice
Nasceu na Mexilhoeira Grande, em 1949. Formou‑se em Filologia Românica pela Universidade Clássica de Lisboa. É professor na Universidade Nova de Lisboa. Foi conselheiro cultural e director do Instituto Camões em Paris. Poeta, ficcionista e ensaísta, recebeu em 2013 o Prémio Reina Sofia de Poesia Ibero‑Americana. Dirige a revista «Colóquio‑Letras», da Fundação Calouste Gulbenkian.
Sandro William Junqueira
Nasceu em Umtali, antiga Rodésia, em 1974. Experimentou a música, a escultura e a pintura. Foi designer gráfico. É criador de inúmeros projectos de promoção do livro e da leitura. Trabalha regularmente no teatro como actor e encenador. Publicou «O Caderno do Algoz», «Um Piano para Cavalos Altos» e «No Céu Não Há Limões». Escreveu a peça «Os Anjos Tossem Assim» para o projecto PANOS, na Culturgest, em 2013/14.
Ryszard Kapuscinski
Nasceu na Polónia, em 1932. Foi um dos mais importantes jornalistas do século XX, e trabalhou como repórter e correspondente em cerca de 50 países. Testemunhou 27 revoluções, esteve em 12 frentes de guerra e foi condenado à morte quatro vezes. O seu primeiro livro, «Busz po polsku» («O Arbusto Polaco») foi publicado em 1962, e desde então escreveu mais de 20 obras, entre as quais «O Imperador», «Andanças com Heródoto» e «Os Cínicos Não Servem para Este Ofício». Escreveu para dez números da Granta. Morreu em 2007.
Mieko Kawakami
Nasceu em 1976, em Osaka, no Japão. Escreveu mais de uma dezena de livros, entre romance, novela, poesia e ensaio. Distinguida com os mais importantes prémios literários no Japão, a sua obra está traduzida em diversas línguas. Não está publicada em Portugal.
Martin Kimani
É natural do Quénia, país que actualmente representa a nível internacional, enquanto diplomata. Doutorado pelo King’s College em Estudos de Guerra, é professor associado na mesma instituição. Colaborador frequente de jornais como o «Guardian», encontra‑se actualmente a trabalhar num livro sobre catolicismo e genocídio no Ruanda. Vive entre Londres e Washington.
Milan Kundera
Nasceu em Brno, na antiga Checoslováquia, em 1929, e tem nacionalidade francesa desde 1981. Autor de romances, ensaios e poesia, a sua obra mais consagrada é «A Insustentável Leveza do Ser» (1984). Tem dezenas de livros publicados em Portugal: «O Livro do Riso e do Esquecimento», «Jacques e o Seu Amo», «A Valsa do Adeus», «A Arte do Romance», «A Festa da Insignificância», entre outros.
Tatiana Salem Levy
Nasceu em 1979, em Lisboa, e cresceu no Rio de Janeiro. Doutorou-se em Letras na PUC-Rio. O seu romance «A Chave de Casa» venceu o Prémio São Paulo de Literatura 2008 (Melhor Livro de Autor Estreante) e foi finalista dos prémios Jabuti e Zaffari & Bourbon. Seguiram-se «Dois Rios» e «Paraíso», além dos livros infantis «Curupira Pirapora» e «Tanto Mar», ambos premiados. Foi incluída pela Granta na lista dos vinte melhores novos escritores brasileiros.
Adília Lopes
Nasceu em 1960, em Lisboa. Frequentou o curso de Física e licenciou-se em Literatura e Linguística Portuguesa e Francesa, na Universidade de Lisboa. «Um Jogo Bastante Perigoso», o livro de estreia, saiu em 1985. A sua poesia foi reunida em «Obra» (2000) e depois em «Dobra» (2009 e 2014). Mais recentemente, escreveu «Manhã» (2017).
Robert Macfarlane
Nasceu em Halam, uma pequena povoação inglesa, em 1976. Estudou em Cambridge e em Oxford. Escreveu três livros de viagens, todos premiados, nenhum traduzido em Portugal: «Mountains of the Mind» (Somerset Maugham Award), «The Wild Places» (Scottish Non-Fiction Book of the Year Award e Grand Prize Banff Mountain Festival) e «The Old Ways» (Dolman Best Travel Book Award). O seu livro mais recente é «Landmarks» (2015).
Valter Hugo Mãe
Nasceu em Angola, em 1971, tendo chegado a Portugal ainda criança. Poeta, artista plástico e cantor, distingue­‑se sobretudo como romancista. «o nosso reino» foi o seu primeiro romance. Alcançou notoriedade com «o remorso de baltazar serapião», vencedor do Prémio Literário José Saramago 2007. «A Máquina de Fazer Espanhóis» foi distinguido com o Prémio Portugal Telecom 2012 para o melhor romance, e na mesma edição o escritor recebeu o Grande Prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa.
Hilary Mantel
Nasceu em Glossop, Inglaterra, em 1952. Escreveu dez romances. Em Portugal estão publicados «Wolf Hall» e «O Livro Negro». A autora foi amplamente distinguida com prémios: o Booker Prize duas vezes, para «Wolf Hall» e «Bring Up the Bodies»; este último recebeu também dois Costa Awards (Melhor Romance e Livro do Ano); em 2013 recebeu, pelo conjunto da sua obra, o David Cohen Prize.
Susana Moreira Marques
Nasceu no Porto, em 1976, e é escritora e jornalista freelance. Actualmente, é cronista na Antena 1 e colaboradora do «Jornal de Negócios». O seu trabalho tem aparecido em inúmeras publicações nacionais e internacionais, e recebeu vários prémios de jornalismo. O seu primeiro livro, «Agora e na Hora da Nossa Morte» (2012), foi traduzido para inglês e sairá brevemente em francês. Vive em Lisboa.
Rui Cardoso Martins
Nasceu em Portalegre, em 1967. Escreveu quatro romances, nomeadamente «Deixem Passar o Homem Invisível» (Grande Prémio APE 2009). As crónicas reunidas nos volumes «Levante-se o Réu» e «Levante-se o Réu Outra Vez» foram distinguidas com o Grande Prémio de Crónica APE e com dois prémios Gazeta de jornalismo. Foi co-autor dos programas de televisão «Contra-Informação» e «Herman Enciclopédia» e dos espectáculos teatrais «Conversa da Treta» e «António e Maria». Escreveu o guião dos filmes «Zona J» e «Em Câmara Lenta». Está traduzido em diversas línguas.
Jay McInerney
Nasceu no Connecticut, em 1955. Além de escritor, é crítico gastronómico. Em Portugal, estão publicados «As Mil Luzes de Nova Iorque», «A História da Minha Vida», «O Último dos Savage», «Quando o Brilho Cai», «O Último Solteiro», «A Boa Vida» e «Um Hedonista na Adega».
Filipa Melo
Nasceu em 1972. É escritora, jornalista e crítica literária. O seu primeiro romance, «Este É o Meu Corpo», foi publicado em 2001 e traduzido em sete línguas. Os seus contos encontram-se editados em diversas antologias nacionais e internacionais. Em 2012, publicou a antologia «Asas sobre a América» e, em 2016, o livro de reportagem «Os Últimos Marinheiros». Actualmente, dirige a revista «EPICUR», assina crítica literária no «Sol», no «i», na «LER» e na «Café com Letras». Ensina escrita criativa.
Filipe Melo
Nasceu em 1977, em Lisboa. É pianista, compositor, realizador de cinema, professor e autor de BD. Estudou no Hot Clube de Portugal e no Berklee College of Music, em Boston. Trabalhou com Benny Golson, Peter Bernstein, Legendary Tigerman, Camané, Carlos do Carmo, Big Band do Hotclube, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra Sinfónica Nacional, entre outros. No cinema, criou «I´ll See You in My Dreams» e «Um Mundo Catita». É autor da premiada trilogia de BD «Dog Mendonça e Pizzaboy» (2010-2013) e da novela gráfica «Os Vampiros» (2016).
Pedro Rosa Mendes
Nasceu em 1968. É autor de ficção, ensaio e reportagem, incluindo os romances «Baía dos Tigres» e «Peregrinação de Enmanuel Jhesus», distinguidos com o Prémio PEN de Narrativa (2000 e 2011). Trabalha em direitos humanos e segurança, após uma carreira de jornalista centrada em África, nos Balcãs e no Sudeste Asiático. Vive em Genebra. «Transporte» foi escrito na Sérvia, no âmbito de um programa do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Belgrado e do Festival Krokodil.
José Tolentino Mendonça
Nasceu na Madeira, em 1965. Poeta, ensaísta e sacerdote, é especialista em Estudos Bíblicos e professor na Universidade Católica. A sua obra poética está reunida em «A Noite Abre Meus Olhos» (2014) e escreveu, mais recentemente, «A Papoila e o Monge» e «Estação Central» (2015). No ensaio destacam-se «Leitura Infinita. Bíblia e Interpretação», «O Hipopótamo de Deus» e «A Mística do Instante. O Tempo e a Promessa». Os seus livros estão publicados em vários países.
Pedro Mexia
Nasceu em Lisboa, em 1972. Licenciou-se em Direito pela Universidade Católica. Foi crítico literário e cronista no «Diário de Notícias» e no «Público», e escreve actualmente no «Expresso». É um dos membros do Governo Sombra (TSF / TVI24). Colabora com a Antena 3. Publicou oito livros de poesia, sendo o mais recente «Uma Vez Que Tudo se Perdeu» (2015). Editou quatro volumes de diários e sete colectâneas de crónicas. Publicou os diálogos para teatro «Nada de Dois», encenados no Brasil. Coordena a colecção de poesia da Tinta-da-china.
David Mitchell
Nasceu em 1969, em Southport, Inglaterra, e viveu vários anos no Japão. Foi distinguido pela Granta, em 2003, como um dos melhores romancistas britânicos. É autor de sete romances e foi duas vezes finalista do Man Booker Prize. Em Portugal, estão publicados «Atlas das Nuvens» e «As Horas Invisíveis». Vive actualmente na Irlanda.
Paulo Moura
Nasceu no Porto, em 1959. Estudou história e jornalismo e foi jornalista do «Público» durante 23 anos, diário com que mantém uma colaboração regular. Recebeu mais de uma dezena de prémios pelo seu trabalho. É professor de jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. Publicou sete livros, sendo o mais recente «Extremo Ocidental: Uma Viagem de Moto pela Costa Portuguesa, de Caminha a Monte Gordo».
Herta Müller
Nasceu na Roménia, em 1953. Romancista, poeta e ensaísta, recebeu em 2009 o Prémio Nobel da Literatura. Publicou mais de 20 livros. Na década de 1980, foi proibida de editar no seu próprio país, depois de ter criticado publicamente a ditadura romena. Acabaria por abandonar o país, e vive actualmente em Berlim. Em Portugal, estão disponíveis «O Homem É Um Grande Faisão sobre a Terra», «A Terra das Ameixas Verdes», «Tudo o Que Eu Tenho Trago Comigo», «Hoje Preferia Não Me Ter Encontrado» e «Já então a Raposa Era o Caçador».
Haruki Murakami
Nasceu no Japão, em 1949. Em 1986 partiu para a Europa, acabando por fixar-se nos EUA. Autor de vários romances, a sua obra encontra-se traduzida em dezenas de países. Em Portugal estão publicados, entre outros, «Sputnik, Meu Amor», «Kafka à Beira-Mar», «A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol», «1Q84» e «Underground». A sua obra tem vindo a ser distinguida com vários prémios, entre os quais o Franz Kafka Prize, o Jerusalem Prize e o International Catalunya Prize.
Vítor Nogueira
Nasceu em 1966, em Vila Real, onde vive e trabalha como gestor cultural. Entre outros equipamentos daquela cidade, dirigiu durante uma década o Teatro Municipal e actualmente dirige a Biblioteca Pública. Tem cerca de duas dezenas de livros publicados, nos domínios da poesia, da ficção e do ensaio.
Joseph O´Neill
Nasceu em 1964, na Irlanda, tem ascendência turca e vive em Nova Iorque. Escreveu quatro romances e um livro de não ficção. Em Portugal, estão traduzidos e publicados «Rasto Negro de Sangue – Uma História de Família» e «Netherland – Terra de Sombras» (Prémio PEN/Faulkner de Ficção).
Rosa Oliveira
Nasceu em Viseu, em 1958, e vive em Coimbra. Publicou os ensaios «Paris 1937» e «Tragédias Sobrepostas: Sobre "O Indesejado" de Jorge de Sena». Foi leitora na Universidade de Barcelona e é professora no ensino superior politécnico. Com «Cinza», o seu primeiro livro de poesia, recebeu em 2013 o Prémio PEN Clube Primeira Obra.
Pola Oloixarac
Nasceu em Buenos Aires, em 1977. Estudou Filosofia, é escritora, tradutora, e publica artigos sobre arte e tecnologia. O seu primeiro romance intitula-se «As Teorias Selvagens» (2011). Foi distinguida pela Granta, em 2010, como uma das melhores jovens escritoras de língua espanhola.
António Osório
Nasceu em 1933. Publicou o primeiro livro, «A Raiz Afectuosa», em 1972. Filho de mãe italiana e pai português, bilingue, cresceu acompanhado pela poesia de Dante e de Camões, de Camilo Pessanha e de Eugénio Montale, entre muitos outros. Publicou, entre outros, os livros «A Ignorância da Morte», «Décima Aurora» e «Casa de Sementes». O mais recente é «O Concerto Interior – evocações de um poeta» (2012). Tem a obra poética reunida no volume «A Luz Fraterna».
Gustavo Pacheco
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1972. É diplomata e tradutor. «Ambystoma mexicanum ou o labirinto invisível» é o seu primeiro texto publicado.
Orhan Pamuk
Nasceu em Istambul, em 1952, cidade onde vive. Escreveu uma dezena de livros, entre os quais «Istambul», «A Cidadela Branca», «Os Jardins da Memória», «Neve» ou «O Museu da Inocência». É professor na Universidade de Columbia, onde ensina Literatura Comparada e Escrita. Os seus livros já receberam inúmeros prémios e distinções e estão traduzidos em dezenas de línguas. Pamuk recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 2006.
Luís Carlos Patraquim
Nasceu em Lourenço Marques, em 1953, e vive em Lisboa. É jornalista, poeta e dramaturgo. Colaborou com várias publicações moçambicanas e portuguesas. A sua extensíssima obra poética foi distinguida com o Prémio Nacional de Poesia de Moçambique (1995). Entre os seus livros encontram‑se «Monção», «A Inadiável Viagem» e «Lidemburgo Blues». Escreveu quatro peças de teatro, entre as quais «Tremores Íntimos Anónimos», em parceria com António Cabrita.
Antonia Pellegrino
Nasceu no Rio de Janeiro, em 1980. É formada em Ciências Sociais pela PUC-Rio. Publicou na «Piauí», no «Ilustríssima» e na «Folha de S. Paulo». É autora do livro «Cem ideias que deram em nada». «Leão com Leão» é o primeiro capítulo do seu romance de estreia, a publicar em 2016. Como argumentista, recebeu os prémios de melhor guião da Academia Brasileira de Letras por «Tim Maia — o filme», e de guião adaptado no Prémio da Academia Brasileira de Cinema pela longa‑metragem «Bruna Surfistinha».
Ana Teresa Pereira
Nasceu no Funchal em 1958. Escreve romances policiais e contos fantásticos.
Fernando Pessoa
Nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888 mas passou boa parte da juventude em Durban, onde recebeu uma educação inglesa. Desde cedo demonstrou talento para as Letras e a intensa actividade literária que desenvolveu faz dele um dos autores cimeiros da língua portuguesa e do século XX. Desdobra-se em múltiplas personalidades literárias, os heterónimos, autodenominando-se «um drama em gente». Cerca de metade dos trinta mil papéis que deixou inéditos continuam por editar.
João Pina
Nasceu em Lisboa, em 1980. Formou‑se no International Center of Photography, em Nova Iorque. Passou grande parte da última década a trabalhar na América Latina. O seu trabalho, por diversas vezes premiado, tem sido publicado em jornais e revistas como «The New York Times», «New Yorker», «Time Magazine», «Newsweek», «El País», «Days Japan», «Expresso» ou «Visão». Fotografias suas já foram expostas em Nova Iorque, Londres, Tóquio, Lisboa, Porto, Perpignan e São Paulo. Em 2014 publicou «Condor - o plano secreto das ditaduras sul-americanas», numa edição trilingue (português, inglês e espanhol). Em 2016, o livro foi publicado em França.
Harold Pinter
Harold Pinter (1930-2008) nasceu e morreu em Londres. Encenador e actor, poeta e dramaturgo, recebeu diversos prémios ao longo da sua carreira e foi galardoado em 2005 com o Prémio Nobel da Literatura. Além do seu teatro reunido em dois volumes, estão traduzidos e publicados em Portugal: «O Monta-Cargas», «Feliz Aniversário», «Guerra», «Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices», «Os Anões e Outras Peças», «Várias Vozes», «A Teia».
Jacinto Lucas Pires
Nasceu em 1974. Escreve romances, contos, peças de teatro, filmes, música. Tem nove livros publicados. Em 2008 venceu o Prémio Europa - David Mourão-Ferreira. O seu mais recente romance, «O verdadeiro ator», recebeu o Grande Prémio de Literatura DST e foi publicado nos EUA pela Dzanc. No teatro, trabalha com diferentes grupos e encenadores. Frequentou a New York Film Academy. Faz parte da companhia Ninguém e da banda Os Quais. Mantém o blogue «O que eu gosto de bombas de gasolina».
A. M. Pires Cabral
Nasceu em 1941. É licenciado em Filologia Germânica. É responsável pelo Grémio Literário Vila‑Realense desde a sua criação, em 2006. A sua actividade literária estende‑se pelas áreas da poesia, ficção, teatro, crónica e antologia. Estreou‑se em 1974 com «Algures a Nordeste», e tem publicados até ao presente mais de 50 títulos. Obteve diversos prémios literários. Está traduzido em alemão, inglês, francês, castelhano, italiano e húngaro.
Andrei Platónov
Andrei Platónov (1899-1951) nasceu numa vila russa e morreu na obscuridade. Foi apoiado por Gorky e partidário da Revolução de 1917, mas acabou rejeitado por Estaline e pelo regime. Trabalhou como engenheiro electrotécnico e como correspondente na Segunda Guerra Mundial. Em Portugal foram publicados os livros «A Escavação» (2011) e «Djan ou a Alma» (2012).
Patrícia Portela
Nasceu em 1974. Escritora e performer, vive entre Portugal e a Bélgica. Estudou cenografia, cinema, dança e filosofia. Recebeu vários prémios pela sua obra artística (entre os quais o Prémio Madalena Azeredo de Perdigão/Fundação Calouste Gulbenkian para «Flatland I»). Em 2013, participou no 46.º International Writers Program, em Iowa City, e em 2015 foi uma das cinco finalistas do Prémio Media Art Sonae/MNACC. Dedica-se actualmente a estudar a invisibilidade.
Raquel Ribeiro
Nasceu no Porto, em 1980. É jornalista, escritora e investigadora doutorada no Reino Unido. Foi colaboradora do «Público», bolseira Gabriel García Márquez da Fundación Nuevo Periodismo Ibero‑Americano, na Colômbia, e da Universidade de Nottingham. Sob o pseudónimo Maria David, publicou «Europa» e vários contos. O seu romance de estreia, «Este Samba no Escuro», foi publicado em 2013.
Ricardo J. Rodrigues
Nasceu em 1976. Escreve na «Notícias Magazine» e ensina jornalismo na Universidade Lusófona. Colabora com vários jornais e revistas, em Portugal e no estrangeiro. As suas histórias já foram reconhecidas com prémios de jornalismo, nomeadamente o Gazeta de Imprensa em 2016. Estudou no Committee of Concerned Journalists, em Washington, e na Universidade Nova de Lisboa. Publicou três livros de reportagem, sendo o mais recente «Malditos, Histórias de Homens e de Lobos».
Tiago Rodrigues
Nasceu em 1977. É dramaturgo, actor e encenador. Com a sua companhia, Mundo Perfeito, criou trinta peças de teatro durante a última década, e o seu trabalho foi apresentado na Europa, na América do Sul, na Ásia e no Médio Oriente. Tem desdobrado a sua actividade pelo cinema, pela dança, pelo jornalismo, pela curadoria e pelo ensino. Várias das suas peças foram publicadas em livro pela Universidade de Coimbra. Actualmente, é o director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.
Valério Romão
Nasceu em França, em 1974. Licenciou-se em Filosofia. É autor de romances, contos e peças de teatro. Publicou os livros «Autismo», «O da Joana», «Da Família», «Facas», «A Mala» e «Dez Razões para a Aspirar a Ser Gato». Colabora regularmente com diversos artistas em projectos multidisciplinares.
Salman Rushdie
Nasceu na Índia, em 1947. Romancista e ensaísta britânico, conquistou o prémio Booker, em 1981, com «Os Filhos da Meia‑Noite». O mesmo livro seria eleito o Booker dos Bookers, em 2008. O quarto romance de Salman Rushdie, «Os Versículos Satânicos», valeu‑lhe em 1989 uma condenação à morte por parte do Líder Supremo do Irão, o Aiatola Khomeini, que o obrigou a permanecer escondido durante quase uma década. Vive actualmente nos Estados Unidos.
Cristina Sampaio
Nasceu em Lisboa, em 1960. Trabalha há mais de vinte anos como ilustradora e cartoonista para diversos jornais e revistas. Entre 1990 e 1999 foi responsável pela secção de infografia do «Público». As suas ilustrações foram apresentadas em várias exposições individuais e colectivas, e premiadas em Portugal e no estrangeiro. Tem trabalhado também em cenografia, multimédia e animação.
Simon Schama
Nasceu em Londres, em 1945. Especialista em História de Arte, foi professor em Cambridge, Oxford e Harvard, e actualmente dá aulas na Universidade de Columbia, em Nova Iorque. Os seus livros foram distinguidos com vários prémios, entre os quais o National Book Critics Circle Award de não‑ficção, para «Rough Crossings». Em Portugal, estão publicados «O Futuro da América: a história dos EUA, dos fundadores até Barack Obama», «Cidadãos; uma crónica da Revolução Francesa» e «A História dos Judeus».
Taiye Selasi
Nasceu em Londres, em 1979, tem origem ganesa e cresceu nos EUA. Formou‑se na Universidade de Yale e na Universidade de Oxford. Dedica‑se à escrita desde 2005. «A vida sexual das raparigas africanas» foi incluído na lista Best American Short Stories 2012. O romance «A Beleza das Coisas Frágeis» foi considerado um dos dez melhores livros do ano pela «Economist» e pelo «Wall Street Journal». Em 2013, Selasi viu o seu nome incluído na selecção Granta’s 20 Best Young British Writers.
Jorge de Sena
Nasceu em Lisboa, em 1919. Poeta, ficcionista, dramaturgo, ensaísta, crítico literário, teatral e de cinema, historiador da cultura e tradutor. Em 1959, exilou-se no Brasil, onde desenvolveu actividade política e se tornou professor de literatura. Doutorou-se em Letras, em 1964, com uma tese sobre Luís de Camões. O golpe militar desse ano e a onda de perseguições que se lhe seguiu levou-o a mudar-se para os Estados Unidos em 1965. Em 1970, passa a leccionar na Universidade da Califórnia. A sua obra é galardoada, em 1977, com o Prémio Internacional de Poesia Etna-Taormina. Morreu em Santa Barbara, em 1978.
Aman Sethi
Nasceu em Bombaim, em 1983, e estudou em Nova Deli. Foi para Nova Iorque estudar jornalismo, na Universidade de Columbia, e é actualmente correspondente em Adis Abeba. O seu romance de estreia, «A Free Man», valeu-lhe consagração crítica internacional e o Crossword Book Award. Não está publicado em Portugal.
Helen Simpson
Nasceu em Bristol, em 1959, e vive em Londres. Escreve sobretudo contos, publicados em várias antologias. «Four Bare Legs in a Bed and Other Stories», o seu primeiro livro, recebeu o Somerset Maugham Award e o Sunday Times Young Writer of the Year Award. «Hey Yeah Right Get a Life» foi distinguido com o Hawthornden Prize. Em 1993 foi incluída pela Granta na selecção Best of Young British Novelists, e em 2002 recebeu o E.M. Forster Award. Nenhum dos seus livros está publicado em Portugal.
Catarina Sobral
Nasceu em Coimbra, em 1985. É ilustradora e autora de seis livros para crianças, já publicados noutros países, além de Portugal: Brasil, Espanha, França, Itália e Suécia. Tem também trabalhado em ilustração para a imprensa, capas de discos, animação, cartazes. Foi premiada pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, pelo Prémio Nacional de Ilustração e pela Sociedade Portuguesa de Autores, e distinguida por publicações como o catálogo White Ravens e a revista 3x3.
Graham Swift
Nasceu em 1949, em Londres, e estudou nesta cidade, em Cambridge e em York. Autor de dez romances, além de contos e poesia, venceu o Booker Prize em 1996, com «Últimas Vontades», romance adaptado ao cinema e do qual se extraiu o conto «O talhante de Bermondsey», aqui traduzido. Foi distinguido pela Granta, em 1983, como um dos melhores romancistas britânicos. Em Portugal estão ainda publicados «O País das Águas» (também adaptado para filme), «Fora Deste Mundo» e «Desde Aquele Dia»; «O Domingo das Mães», o mais recente romance, está no prelo.
Gonçalo M. Tavares
Nasceu em 1970. Os seus livros deram origem a peças de teatro, peças radiofónicas, curtas-metragens e objectos de artes plásticas, vídeos de arte, ópera, performances, projectos de arquitectura, teses académicas. Recebeu vários prémios, entre os quais o Grande Prémio Romance e Novela da SPA, o Prémio Fernando Namora, o Prémio José Saramago, o Prémio LER e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco APE. Internacionalmente, recebeu o Prémio Portugal Telecom no Brasil (por duas vezes) e o Prix du Meilleur Livre Étranger, em França. Estão em curso traduções dos seus livros em cerca de 45 países.
Vera Tavares
Nasceu em Lisboa, em 1972. É licenciada em História de Arte pela Universidade Nova de Lisboa e frequentou os cursos de Desenho e de Ilustração do Ar.Co. É directora de arte na Tinta-da-china desde 2006. Ilustrou os livros infantis «Curupira Piraora», de Tatiana Salem Levy, e «Lôá e a véspera do primeiro dia» e «Lôá perdida no paraíso», de Dulce Maria Cardoso.
Paul Theroux
Nasceu no Massachusetts, em 1941. Autor de vários romances, distinguiu-se na literatura de viagens, nomeadamente com «O Grande Bazar Ferroviário». Os seus livros estão traduzidos em inúmeras línguas. Em português, encontram-se, por exemplo, «O Velho Expresso da Patagónia», «Viagem por África» ou «Comboio-Fantasma Para o Oriente». «Picture Palace» recebeu o Whitbread Prize e «Riding the Iron Rooster» recebeu o Thomas Cook Travel Book Award. «A Costa do Mosquito» foi distinguido com o James Tait Black Memorial Prize.
Colin Thubron
Nasceu em Londres, em 1939, cidade onde vive. Estudou em Eton. É autor de vários romances e livros de viagens, e considerado um dos mais importantes escritores europeus do pós-guerra. Em Portugal estão disponíveis somente três títulos: «Na Sibéria», «Até à Última Cidade» e «A Sombra da Rota da Seda». É presidente da Royal Society of Literature e, em 2007, recebeu a recebeu a Ordem de Comandante do Império Britânico. Escreve regularmente no «Times», no «Times Literary Supplement» e na «Spectator».
João Tordo
Nasceu em Lisboa, em 1975. Publicou dez romances, nomeadamente «As Três Vidas» (Prémio José Saramago 2009).
Recebeu a distinção GQ — Homem do Ano na categoria Literatura em 2014. Alguns dos seus livros estão publicados em diversos países, entre eles França, Alemanha, Itália, Hungria, Croácia ou Brasil.
Helena Vasconcelos
Nasceu em Lisboa e cresceu na Índia e em Moçambique. É escritora e crítica literária. Dedica-se à promoção da leitura, em colaboração com bibliotecas, universidades e instituições como a Culturgest e a Fundação Calouste Gulbenkian. Com o livro de contos «Não Há Horas para Nada» recebeu o Prémio Revelação do Centro Nacional de Cultura. Mais recentemente publicou o romance «Não Há Tantos Homens Ricos como Mulheres Bonitas Que os Mereçam».
Teresa Veiga
Nasceu em 1945. Escreveu seis livros entre 1980 e 2008. Um deles, «História da Bela Fria», recebeu o Prémio PEN Clube Português de Ficção e o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco. Este último foi novamente atribuído à autora pelo livro «Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín». O seu livro mais recente é «Gente Melancolicamente Louca» (2015).
Gore Vidal
Nasceu na academia militar de West Point, nos EUA, em 1925. Prolífero romancista, ensaísta e dramaturgo, publicou mais de 30 livros de ficção, e outros tantos de não‑ficção. Escreveu para a «New York Review of Books» e para a «Esquire», tornando‑se uma destacada figura da intelectualidade norte‑americana. Em Portugal, estão publicados, entre outros, «Criação», «Duluth», «Império», «Juliano», «Myron» e «Washington, D.C.». Morreu na Califórnia, em 2012.
Binyavanga Wainaina
Nasceu no Quénia, em 1971. Iniciou a sua carreira literária escrevendo sobre viagens e gastronomia e, em 2003, fundou a revista literária «Kwani?», uma referência na descoberta e divulgação de talentos literários de países africanos. Venceu o Caine Prize for African Writing (2002) com o conto «Discovering home», e em 2003 foi distinguido com um prémio da Kenya’s Publisher’s Association. Já escreveu para a «National Geographic», a «EastAfrican» e o «New York Times», entre outras reputadas publicações.
Danuta Wojciechowska
Nasceu em 1960, no Canadá. É formada em Design de Comunicação (Escola Superior de Design de Zurique) e pós-graduada em Educação pela Arte (Emerson College, Inglaterra). Fundou em Lisboa a Lupa Design. Ilustrou mais de 60 livros, jogos e manuais escolares. Recebeu em 2003 o Prémio Nacional de Ilustração, entre outros, e em 2014 foi distinguida como Mulher Criadora de Cultura pelo Governo de Portugal.
Lina Wolff
Nasceu em 1973, em Lund, na Suécia. Escreveu a colectânea de contos «Många människor dör som du» («Muita Gente Morre Como Tu»). Em 2012, publicou «Bret Easton Ellis och de andra hundarna» («Bret Easton Ellis e os Outros Cães»), romance nomeado para vários prémios literários no seu país. Os seus livros não estão traduzidos em português.
Richard Zimler
Nasceu em 1956, em Nova Iorque. Formou-se em Religião Comparada na Universidade de Duke e em Jornalismo na Universidade de Stanford. Em 1990 mudou-se para o Porto, onde leccionou Jornalismo, na Escola Superior de Jornalismo e na Universidade do Porto. Tem nacionalidade americana e portuguesa. Estreou-se na ficção com «O Último Cabalista de Lisboa» (1996) e desde então publicou contos, livros para crianças e vários romances, o último dos quais «Meia-Noite Ou o Princípio do Mundo» (2017). A sua obra encontra-se traduzida em mais de vinte línguas. www.zimler.com
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