Tinta da China Portugal
[Livro]
O bebedor nocturno
Herberto Helder
“As palavras não fazem o homem compreender, é preciso fazer-se homem para entender as palavras.”
--do ´Poema Zen´
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"Desde os anos 60 que se torna evidente o interesse de Herberto Helder por textos oriundos de determinadas culturas que vieram a sofrer grandes mutações, ou de culturas locais, primitivas e anónimas, e que vieram a ser objeto de colonização. Textos, portanto, onde a tradição está sempre presente e é particularmente preservada, mas também ameaçada. São poemas do Antigo Egito, da Grécia, poemas Zen, arábico-andaluzes, poesia mexicana do ciclo nauatle, poemas esquimós, indochineses, mas também todo um ciclo de textos sagrados como os Salmos do Velho Testamento ou o Cântico dos Cânticos. Os mais recentes livros mostram o mesmo critério, embora o alarguem substancialmente: os textos vêm-nos da Índia, da Austrália, de África e das Américas. […] O interesse de Herberto Helder por estas tradições primitivas, não europeias, advém da maneira peculiar como também ele olha o mundo, nele se insere e convive com a linguagem. Nessas tradições, ele encontra a mesma linguagem ritualística, uma vontade de expressão simbólica semelhante e os mesmos valores humanos inseridos numa cosmogonia poética."
—Maria Etelvina Santos


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tema(s): Grandes Escritores Portugueses
Poesia
1.ª edição: dezembro de 2017
n.º de páginas: 184
tipo de capa: Capa dura com tranchefil e fitilho
formato: 14x20.5 cm
isbn: 978‑85‑65500‑ 35‑7
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