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JACQUES, O FATALISTA,

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Denis Diderot
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«A verdadeira grandeza deste romance só pode ser avaliada quando equiparado ao "Dom Quixote" ou ao "Ulisses". Este romance é uma explosão de liberdade impertinente sem autocensura e de erotismo sem álibis sentimentais.», Milan Kundera

«Que é que impede a estabilização da verdade? Acima de tudo, o prazer de falar. Esse prazer pode ser uma verdadeira paixão. E tem uma característica – não olha a obstáculos: “Não há gente que mais goste de falar que os gagos, não há gente que mais goste de andar que os coxos.” Falar, conversar. Porque a conversa tem uma característica absolutamente extraordinária: ao mesmo tempo que reúne tudo, dispersa tudo. A conversa dispara em todas as direcções, a gente atravessa-a com o fio de uma ideia, mas a ideia vai-se disseminando no decurso da travessia. E a dada altura, como se explica logo nas primeiras linhas deste livro, ninguém sabe para onde vai nem donde vem, nem em que ponto é que está. [...] Trata-se de amar as palavras naquilo que elas têm de desajustamento em relação à realidade, e de compreender que essa realidade se transforma à medida que nós usamos as palavras em configurações diferentes. Trata-se de perceber que as palavras não servem apenas para referenciar a realidade, mas também, e sobretudo, para gerir distâncias (é essa a verdadeira definição da retórica) e para aproximar ou afastar as pessoas. Trata-se ainda de não pretender privilegiar apenas o que é útil, mas de ver até que ponto o inútil é tão útil como o útil (ou, se preferirem, o útil é tão inútil como o inútil). E é tudo isto que nos prende apaixonadamente à longa digressão que é este livro. Sentido de perder tempo, evidentemente. Mas sentido também de ir ao encontro do prazer do tempo perdido. [...] Em “Jacques, o Fatalista”, Diderot fala, conversa, dança com as palavras, traça figuras de uma coreografia arrebatadora. Diderot não nos deixa repousar um minuto: as personagens saltam, desaparecem, morrem, amam, enganam-se, agridem, ressuscitam, e tudo se processa numa agilidade e desenvoltura absolutamente surpreendentes. [...] O essencial não está, portanto, na estabilização, mas num valor precisamente oposto: na velocidade com que o jogo continua a ser jogado.», Eduardo Prado Coelho
  • JULHO DE 2014   |   
  • 296 PÁGINAS   |   
  • 18.5x13 CM   |   
  • ISBN: 978-989-671-224-2
  •    |   PREF. Eduardo Prado Coelho
  •    |   TRAD. Pedro Tamen  
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