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Rafael Bordalo Pinheiro

Rafael Bordalo Pinheiro nasceu em Lisboa, em 1846.
Estudou na Academia de Belas Artes e no Curso Superior de Letras, foi actor dramático e fez cenários. Autor de uma obra vastíssima, foi o maior caricaturista português de sempre, privilegiando a imprensa periódica, em Portugal e no Brasil, na qual publicou centenas de trabalhos seus. Fundou e dirigiu «O Calcanhar de Aquiles», «O Binóculo», «A Berlinda» e «A Lanterna Mágica», onde criou a figura do Zé Povinho, estereótipo nacional português.
Esteve no Brasil entre 1875 e 1879, e ali colaborou em «O Mosquito», fundou «Pst!» e «O Besouro». De regresso a Lisboa, dirigiu «O António Maria», cujo título era inspirado pelo nome do chefe do governo, José Maria de Fontes Pereira de Melo, e que também veio a chamar-se «Pontos nos ii». Entre 1880 e 1902, publicou o «Álbum das Glórias», uma espécie de galeria de figuras ilustres portuguesas ou relacionadas com Portugal, acompanhadas de textos a propósito.
Fez capas, ilustrou livros, folhas volantes, álbuns e brindes. Também foi ceramista, fundando em 1880 uma fábrica de cerâmica nas Caldas da Rainha. Fez peças decorativas, mas também caricaturas tridimensionais.
Rafael Bordalo Pinheiro privilegiou a imprensa periódica como veículo de comunicação, tanto os jornais como os almanaques de periodicidade mais espaçada, muito divulgados em Portugal a partir dos célebres almanaques publicados desde o século XVIII pela Academia das Ciências. No século XIX, generalizou-se a publicação desses almanaques, com a agenda mensal, as festas religiosas e profanas, conselhos práticos, adágios, canções, poemas, passatempos e textos mais ou menos literários, acompanhados de ilustrações.
Para além de «O Pauzinho do Matrimónio - almanaque perpétuo», que data de 1879, Bordalo Pinheiro participou em inúmeros almanaques, quer com textos, quer com ilustrações. O primeiro foi o «Almanaque das Gargalhadas, lunático, profético, cómico, poético, satírico e burlesco» (1870), seguindo-se, entre muitos outros, o «Almanaque das Artes e Letras», o «Almanaque de Caricaturas para 1874», o «Almanaque dos Teatros» e o «Almanaque Bijou».
Rafael Bordalo Pinheiro morreu em Lisboa, em 1905.
Livros deste autor
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