Inicio\GRANTA PortugalTinta da China Brasil\
ENTRAR
ITENS: 0
TOTAL: €0
[CESTO VAZIO]
subscrever NEWSLETTER
AUTOR

Ernesto de Sousa

Ernesto de Sousa nasceu em Lisboa em 1921. Com formação universitária em Ciências, dedicou-se desde muito jovem à fotografia, actividade de que decorreria, mais tarde, o interesse pelo cinema, pela televisão e pela video art. Da crítica e da historiografia ao cinema, da fotografia à intervenção mixed-media, Ernesto de Sousa assumiu definitivamente nos anos 70 um percurso de artista, de agitador e de utopista.
Na década de 1940, desenvolveu uma intensa actividade cineclubística. Fundou o Círculo de Cinema, o primeiro cineclube português. De 1949 a 1953, viveu em Paris, onde estudou cinema. Em 1962, realizou o filme «Dom Roberto», que, tal como a revista «Imagem», de que foi o principal animador, anunciava a eclosão do «novo cinema» português. O filme obteve dois prémios no Festival de Cannes. Ernesto de Sousa foi convidado para apresentar «Dom Roberto» na International Filmweek Mannheim 1962 e, para financiar esta viagem, estabeleceu com o «Jornal de Notícias» um contrato para escrever a série de crónicas «Cartas do Meu Magrebe», que o levaria à Argélia e a Marrocos. Oito dessas crónicas viriam, no entanto, a ser proibidas pela censura e permaneceriam inéditas.
Ernesto de Sousa participou em diversas exposições colectivas e expôs também individualmente. Escreveu vários livros e textos dispersos em jornais e revistas, de entre os quais se destacam: «Para o Estudo da Escultura Portuguesa»; «Arte Popular e Arte Ingénua»; «A Pintura Portuguesa Neo-Realista»; «Maternidade»; «Re Começar: Almada em Madrid e Presépios, o Sol, outras Loas & etc.». Entre as encenações teatrais, o exercício de comunicação poética «Nós Não Estamos Algures», de 1969, com música de Jorge Peixinho, merece especial destaque. Entre as suas obras de mixed-media, destacam-se «Luiz Vaz 73» e «Almada, Um Nome de Guerra». Foi comissário de Portugal nas Bienais de Veneza em 1980, 1982 e 1984.
Em 1987, a Secretaria de Estado da Cultura organizou a exposição «Itinerários» e, em 1998, a Fundação Calouste Gulbenkian organizou a exposição «Revolution My Body», ambas retrospectivas da obra de Ernesto de Sousa.
À data da sua morte, Ernesto de Sousa encontrava-se a trabalhar em dois projectos, «I am Innocent» e «Aldeia Global», que consistiam em solicitar a diversas figuras da cultura de vanguarda de todo o mundo que respondessem a um inquérito, através de uma qualquer forma de arte, recorrendo à ligação internacional entre computadores, o que revela a extensão do pensamento vanguardista e permanentemente actualizado do autor.
Ernesto de Sousa morreu em 1988.
Livros deste autor
Livros deste autor: